domingo, janeiro 28, 2001

Os Ministros da Agricultura da União Europeia (EU) reúnem-se, segunda-feira, em Bruxelas, para um exame das questões económicas relacionadas com a crise das vacas loucas. A discussão de eventuais novas medidas de prevenção sanitária é um dos pontos em agenda. Outro dos aspectos em debate trata-se da comercialização de carne de vaca com ligação à coluna vertebral. A Itália anunciou que deverá propor em Bruxelas, na segunda-feira, uma proibição da carne de vaca com osso para animais com idade superior a 20 meses, segundo declarações da secretária de Estado da Saúde, Ombretta Fumagalli Carulli. «Vamos propôr a interdição de partes da carne ligada à coluna vertebral para bovinos com idade superior a 20 meses», frisou Fumagalli Carulli, no final de uma reunião no seu Ministério. Admitindo como «pouco provável» que a EU decida novas medidas segunda- feira, a governante italiana pôs, no entanto, de lado qualquer hipótese de uma decisão unilateral da parte do seu país: «É preferível que sejam tomadas decisões comuns com outros países europeus». Entretanto, sábado na Alemanha, foram diagnosticados cinco novos casos de doenças de vacas loucas em bovinos, o que eleva para 24 o número de casos detectados naquele país. O primeiro caso registado oficialmente na Alemanha ocorreu a 24 de Novembro do ano passado no Estado de Schleswig- Holstein. Também no sábado, em Rendsburg, naquele Estado alemão, cerca de sete mil agricultores manifestaram- se contra o abate em larga escala de bovinos, depois de ser posta em prática uma nova política agrária, decidida pelo chanceler Gerhard Schroeder. Os dirigentes dos agricultores protestaram contra a orientação da nova política que vai subsidiar em maior escala a agricultura biológica.

quinta-feira, janeiro 25, 2001

O secretário-geral do Conselho da Europa, Walter Schwimmer, afirmou na quinta-feira que a Jugoslávia poderá ver o pedido de adesão à organização de defesa dos direitos humanos recusada caso não aceite cooperar com o tribunal da ONU para crimes de guerra na ex-federação jugoslava. As palavras são da procuradora da ONU, Carla del Ponte, depois de ter encontrado resistência por parte de Belgrado à solicitação de extradição do ex-presidente jugoslavo Slobodan Milosevic. Um dia após uma acalorada discussão entre Carla del Ponte e o actual presidente Vojislav Kostunica, outros latos responsáveis jugoslavos reiteraram que Milosevi devia ser julgado na Jugfoslávia pelas acusações de crimes de guerra, em detrimento de Haia, na Holanad, onde está situada a sede do Tribunal Penal Internacional (TPI). Schwimmer afirmou, em declarações à imprensa, que o Conselho da Europa iria ajudar a Jugoslávia num possível processo de reforma legislativa para possibilitar tal cooperação. Porém, o ministro dos Negócios Estrangeiros jugoslavo, Goran Svilanovic, deixou claro que o governo prefere que o julgamento seja realizado na Jugoslávia, dizendo que a maioria dos sérvios não confia no tribunal de Haia por considerá-lo tendencioso. Até o novo primeiro-ministro da Sérvia, Zoran Djindjic, opositor de Milosevic, afirmou preferir que o ex-presidente seja processado no país, apesar de defender a cooperação com Haia.

quarta-feira, janeiro 24, 2001

A União Europeia vai manter encontros com as autoridades angolanas acerca da actual situação na República Democrática do Congo, onde o presidente Laurent Kabila foi assassinado e o seu filho, Joseph Kabila, deve tomar posse nesta quarta-feira. O enviado especial da União Europeia (UE) para a região africana dos Grandes Lagos, Aldo Ajello, chega a Luanda na quinta-feira, para uma visita de dois dias. O diplomata italiano tem previstos encontros com o presidente angolano, José Eduardo dos Santos, e com o Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas, general João de Matos. Uma fonte do Gabinete da UE em Luanda, contactada na quarta-feira pela Agência Lusa, declarou que a actual situação na RDCongo, na sequência da morte do presidente Laurent-Désiré Kabila, deverá ser analisada durante os encontros. Angola é um dos países que apoia o regime de Kinshasa, juntamente com a Namíbia e o Zimbabué, na guerra civil com vários grupos rebeldes, apoiados pelo Uganda e pelo Ruanda. Na segunda- feira surgiram notícias de que os efectivos militares angolanos na RD Congo seriam reforçados, especialmente na capital do país, Kinshasa. Nas declarações públicas que proferiu desde a morte de Laurent Kabila, o presidente angolano, além de reafirmar o apoio de Luanda ao governo congolês, apelou à necessidade de se encontrar uma solução para o conflito através do diálogo entre as várias partes envolvidas. A guerra civil na RDCongo teve início em meados de 1998, tendo um ano depois sido assinado um acordo de paz em Lusaca, cuja aplicação foi inviabilizada por sucessivas violações.

sábado, janeiro 20, 2001

A presidente do Parlamento Europeu (PE), Nicole Fontaine, pôs no sábado em dúvida a legitimidade do general Joseph Kabila, filho do presidente assassinado, à frente da República Democrática do Congo. «Não vejo bem com que fundamento democrático se poderá reconhecer a sua legitimidade», declarou à cadeia de televisão francófona TV5. O assassínio de Laurent-Désiré Kabila, cujas exéquias foram celebradas no sábado, é «muito preocupante para o futuro», considerou Nicole Fontaine. A presidente do PE insistiu na necessidade de «preservar a integridade do território da RDCongo e de restaurar o funcionamento democrático do Estado».

segunda-feira, janeiro 15, 2001

A União Europeia expressou na segunda-feira o seu profundo desagrado pela execução, no sábado, de dois palestinianos acusados de colaborarem com Israel nos assassínios de cinco militantes dos movimentos Al-Fatah e Hamas. A ministra dos Negócios Estrangeiras da Suécia, Anna Lindh, solicitou ao líder palestiniano, Yasser Arafat, para ter em consideração uma moratória sobre a pena de morte, defendendo que esta deve ser abolida em todo o Mundo, o que contribuiria para o engrandecimento da dignidade humana.

terça-feira, janeiro 09, 2001

A NATO e a União Europeia vão estudar na terça-feira novas acções para tentar responder à polémica do urânio empobrecido nos Balcãs. Na reunião da Aliança Atlântica será analisada a hipótese de serem divulgadas mais informações sobre o assunto, em resposta ao pedido dos países envolvidos nas missões de paz naquela região. Por outro lado, os Quinze reúnem-se a pedido da Bélgica, que deverá propor a criação de um gabinete de trabalho médico ao nível comunitário. O administrador da ONU no Kosovo, Bernard Kouschner, pediu já apoio à Organização Mundial de Saúde (OMS) para que sejam enviados especialistas em saúde pública para a província, a fim de ajudar as instituições kosovares a investigar as possíveis consequências do urânio empobrecido para a população local. Kouschner esteve reunido na noite de segunda-feira com o Secretário-geral da NATO para coordenar posições sobre o assunto.

A NATO e a União Europeia vão estudar na terça-feira novas acções para tentar responder à polémica do urânio empobrecido nos Balcãs. Na reunião da Aliança Atlântica será analisada a hipótese de serem divulgadas mais informações sobre o assunto, em resposta ao pedido dos países envolvidos nas missões de paz naquela região. Por outro lado, os Quinze reúnem-se a pedido da Bélgica, que deverá propor a criação de um gabinete de trabalho médico ao nível comunitário. O administrador da ONU no Kosovo, Bernard Kouschner, pediu já apoio à Organização Mundial de Saúde (OMS) para que sejam enviados especialistas em saúde pública para a província, a fim de ajudar as instituições kosovares a investigar as possíveis consequências do urânio empobrecido para a população local. Kouschner esteve reunido na noite de segunda-feira com o Secretário-geral da NATO para coordenar posições sobre o assunto.