sexta-feira, fevereiro 27, 2004

A União Europeia sofre actualmente de um défice democrático, afirma António Vitorino. O comissário europeu afirma que o problema começa no interior dos Estados membros que deveriam encarar a agenda Europeia «cada vez mais como uma agenda de política interna». Falando no seminário Que Portugal na Nova Europa, Vitorino defendeu que «o défice democrático europeu começa em cada um dos países, começa numa certa arrogância e num certo desprezo como que muitas vezes os parlamentos nacionais encaram a agenda europeia. como se fosse uma pura agenda de política externa. Não é».«Enquanto os Estados membros, designadamente os parlamentos nacionais, não integrarem na sua agenda de debate político nacional os grandes temas europeus não haverá maneira de colmatar o défice democrático», sublinhou. Em Portugal afirma, é preciso mudar comportamentos. «Praticamente nós não somos beneficiários de nenhuma das políticas internas europeias. Esta situação gera uma absoluta dependência da relação líquida financeira entre Portugal e a União Europeia nos fundos estruturais. Essa situação não pode continuar a ser assim», sublinhou. Para António Vitorino, Portugal tem que apostar no seu capital de influência a nível externo. «Sou tentado a dizer que se soubermos explorar todas as suas potencialidades, podemos ter uma influência quase desproporcionada relativamente ao tamanho e as recursos do nosso país», pela nossa História e herança.

terça-feira, fevereiro 10, 2004

A proposta aprovada pela Comissão Europeia para as perspectivas financeiras entre 2006 e 2013 prevê um crescimento de 32% nos fundos de coesão, revelou esta terça-feira a vice-presidente da Comissão e comissária para os Transportes e Energia, Loyola de Palacio. Estes números pressupõem que o orçamento comunitário para a Europa dos 25 passe dos 780 mil milhões de euros actuais para um bilião de euros. «Mantendo a disciplina orçamental, fazemos uma proposta suficientemente ambiciosa e realista para responder à ampliação e à necessidade de aumentar a competitividade, mantendo políticas essenciais que são símbolos da identidade, como a solidariedade», referiu Loyola de Palacio.